UMA PEQUENA LIÇÃO PARA GRANDES PEIXES
Videte enim vocationem vestram, fratres (...): quae stulta sunt mundi elegit Deus ut confundat sapientes, et infirma mundi elegit Deus, ut confundat fortia... Muito já foi dito sobre a pedagogia do pescador, mas poucos se preocuparam em ensinar ao peixe como ser pescado. Como desculpa para tal deficiência, os mestres poderiam alegar que o peixe não é capaz de aprender arte alguma, muito menos a arte sublime de morrer. O adestramento de peixes, no entanto, não é uma quimera. Ele deve focar não no aspecto substantivo do ser pescado, algo que qualquer lambari de águas rasas consegue fazer, mas sim numa qualidade, a de ser pescado com dignidade, de modo a não perder, na trânsito da vida, aquela nobreza que primeiro o fez atraente ao pescador. A lição é simples. O peixe nobre ideal não é aquele que engole a linha, o anzol e a chumbada. A Igreja Católica, de fato, tem muita ciência e até, segundo certos parâmetros que eu diria ingênuos, uma boa dose de poder e dinhei...